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("...quando chove pela manhã
e ainda estou na cama
cada gota é um pensamento meu
cada trovão um amor que já
não sinto mais
quando chove pela manhã
meu coração dói bem devagar
como se fosse lá pra for a
procurar as ervas daninha
e morrer entre ela, molhado
quando chove pela manhã
meu corpo vai sumindo
entre tudo e meus olhos
lembro-me quando tudo era
pequeno, e tudo cabia em mim
agora, tudo é imensidão
e transborda como a bacia
que esqueci lá for a na goteira
a lágrima, ah, a lágrima
como era bonita das felicidades
agora, a lágrima... não pára,
mesmo quando meu rosto está seco
mas agora de rosto molhado
sentindo a chuva, meu coração seca
por mais uma vez a invasão
do nada sobre mim
quando chove pela manhã
sou levada pelos bueiros e poças pisadas
pelas botas amarelas das crianças
minha roupa está pesada da chuva
e eu suicidei todos os sentimentos... ")
Pequena.