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dos cigarros apagados
as cinza voam leves da tua janela
não sei quem foi
ou quem é ela
mas vida a fora, vida a dentro
o pensamento sangra
de dentro pra fora
de fora pra dentro
agonia, lamento
saudade, tormento
fuja do controle da mente
se entregue ao inexistente
vivendo no inconsciente
rimando um pouco da vida
pra ver se ela para
se ela etagna ou se nela acaba
siga a estrada sem nome,
sem número, sem gente
encontrando a vida na esquina
ou na saia daquela menina
apague os cigarros
sinta a brisa...
Pequena.
...no dia
na noite
o infinito
som do açoite
se libertando
se entregando
nos troncos
ou num copo
sentado no banco
a idéia brota
como as feridas do chicote
a morte... ao léu..a sorte
a vida, a menina
o suor e a mediocridade
da gente fina
cantando, rimando
é assim que vai seguindo
sem rumo
sem prumo
ao vento e sorte do
próprio destino
é o homem da rima
gritando, revolucionando
o que quer que seja
dentro do rodamoinho
suas dúvidas e incertezas...
Pequena.